Aulas de Dança Cigana em São Paulo

♠ AULAS NO CENTRO DE SÃO PAULO
Às terças-feiras – 18h50 às 19h50
Aula experimental: R$25,00
Quanto:
R$130,00 + R$60,00 de matrícula
Pagamento em dinheiro ou cheque na primeira aula
Rua Dr. Cesário Mota Júnior, 441 – 1º andar.
Próximo à Rua da Consolação e ao Mackenzie.

WORKSHOP EM OUTUBRO!
Dia 21 de outubro, sábado, teremos o workshop Dança Cigana com leque, onde aprenderemos diversos movimentos de leque e como incorporá-lo de maneira harmoniosa no bailado. Faça sua inscrição!

♥ COMO SÃO AS AULAS
Em nossas aulas, fazemos exercícios de saia, mãos, postura e interpretação. Trabalhamos com danças de vários países, como Espanha, danças orientais e do Leste Europeu. Usamos instrumentos como flores, leques, lenços, véus, xales, pandeiros, punhais, castanholas, entre outros.

♣ Para dúvidas, informações ou agendar sua aula experimental, escreva para brigitte_san@yahoo.com.br

Espero vocês em 2017!

Brigitte Angel

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Workshop Dança Cigana com leque

danca-cigana-com-lequeÓtima notícia para quem quer aprender ou aperfeiçoar o bailado cigano com leque!

Dia 21 de outubro, sábado, teremos o workshop Dança Cigana com leque, onde aprenderemos diversos movimentos de leque e como incorporá-lo de maneira harmoniosa no bailado, de modo que ele não seja apenas um objeto para se segurar, e sim, que se torne realmente um elemento de dança, como fazemos com a saia. Ele deve ser uma extensão de nossas mãos.

Além dos movimentos com leque, teremos dicas de movimentos de mãos, saias e interpretação no bailado, e também informações histórico-culturais.

cha cigano 3

Após a aula, faremos uma pequena cerimônia de oráculo pelo chá cigano, onde as alunas poderão aprender sobre essa tradição cigana, além de conhecer melhor as outras participantes. Para o chá, cada participante terá que trazer uma comidinha que será informada na inscrição.

E tem uma promoção: quem fizer a inscrição com antecedência tem desconto no valor!

Para fazer sua inscrição:
Quando: dia 21/10 (sábado), das 14h00 às 17h00.
Chá: britanicamente das 17h00 às 17h30 rs
Onde: R. Dr. Cesário Mota Júnior, 441 – 1º andar.
Próximo à Rua da Consolação, ao Mackenzie e ao Metrô Anhangabaú.
Quanto: R$100,00
Promoção para inscrição até dia 06/10: R$80,00

Reservas: Depósito de 50%
Informações: brigitte_san@yahoo.com.br

cha cigano 2No dia do workshop, traga:
Saia cigana (se não tiver, vá com uma saia longa)
– comidinha para o chá
– Leque, de preferência, de madeira. Modelo: veja aqui. Possíveis locais para compra: Liberdade, 25 de Março e Mercado Livre

 

Dança com leque ou baralho?

Olá, pessoal!

leque-1Estou de volta com mais uma enquete para workshop em 2017.

Qual desses estilos você gostaria de fazer?

No nosso workshop de Dança Cigana com leque aprenderemos diversos movimentos de leque e como incorporá-lo de maneira harmoniosa no bailado, de modo que ele não seja apenas um objeto para se segurar, e sim, que se torne realmente um elemento de dança, como fazemos com a saia. Ele deve ser uma extensão de nossas mãos. Continuar lendo

Dica de música: Como Ayer – Gipsy Kings

Após diversos sucessos com músicas animadas, repletas de energia e muitas influências, como da rumba, da salsa e do rock, gravando até mesmo covers de canções não-ciganas (como Volare, de 1989, e Hotel California, de 1991), em 2004 os Gipsy Kings decidiram deixar de lado o apelo comercial para se voltar às suas origens ciganas e lançaram o álbum chamado Roots (raízes, em inglês), com influência do flamenco.

ciganos1Em um ambiente mais intimista e longe dos estúdios, a banda gravou as canções em uma casa de campo do século XVII, numa pequena cidade no sul da França. Executado ao vivo, este foi o primeiro álbum completamente acústico desde Allegria, de 1990. Entre as músicas, podemos destacar Petite Noya, Como sinto yo e Como Ayer.

Brigitte Angel

Como ayer

Yo quiero ser si otra vez llegaras,
Yo quiero ser si tu siempre a mi querer
La vida será más bella para mí
Que siempre yo soñé
Ante mi juventud

Ahora mi vida cambiás
No tengo ganas de llorar
Y si los tiempos pasarán,
Las lagrimas no cayan más.

Eres para mi la flor más bella del jardín
Lo sabes tú que siempre me cuido de ti.
Guapa tu serás mas bella que eras
Y tu lo sentirás
Lo voy a preguntar.

Para mi serás la flor mas bella del jardín
Lo sabes tú, me cuido siempre yo de ti.
Como tu serás al ver la vida así
Y tu lo sentirás
Lo voy a preguntar

Como ontem

Eu quero ser, se outra vez chegará
Eu quero ser, se você sempre me quiser
A vida será mais bela para mim
Que sempre eu sonhei
Para minha juventude

Agora minha vida muda
Não tenho vontade de chorar
E se os tempos passarão,
As lágrimas não caiam mais

Você é para mim a flor mais bela do jardim
Você sabe que sempre cuido de ti.
Linda você será, mais bela do que era
E você sentirá
Vou perguntar.

Para mim será a flor mais bela do jardim
Você sabe, eu sempre me preocupo com você.
Como você será, ao ver a vida assim
E você sentirá
Eu vou perguntar

Chá romani – ou chá cigano

O texto de hoje é uma daquelas belezas que a gente encontra na internet e se transformam em um presente. Quem escreveu foi Jessica Reidy, uma roma (como ela prefere ser identificada, ao invés de cigana) norte-americana. Além de escritora, ela dá aulas de escrita criativa, Yoga e às vezes dança. Seus textos buscam a conscientização das pessoas para que entendam que o povo cigano é um povo real e não seres míticos. Este texto em especial traz uma receita de um chá apreciado pela sua família, no qual ela e sua avó costumam ler as folhas como oráculo. 

Esta é uma tradução livre que fiz e espero que gostem ❤

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Dicas de música: Two guitars e Hino Cigano

Na Rússia do século XIX, como em quase todos os tempos e lugares, os ciganos eram temidos e admirados. Se por um lado, sofriam com o preconceito de uns que os consideravam bandidos, eram vistos com certo romantismo por outros, que apreciavam seu estilo de vida, sua cultura e sua música.

cigana (27)Naquela época, praticamente todos os bons restaurantes da Rússia contavam com uma banda de cantores ciganos. Como os instrumentos musicais foram proibidos no país entre os séculos XIV e XVII, os ciganos que lá viviam criaram uma tradição musical baseada em coros, e no século XVIII criaram o violão de sete cordas. Para acompanhar os músicos, ciganas bailavam uma adaptação da czarda, dança folclórica húngara, considerada incendiária pelo público. E quase todos os dias, nobres e artistas iam para esses restaurantes para beber e assistir aos shows. Era uma expressão comum algo como “sair pra farra com os ciganos”. Continuar lendo

Dicas de música: Ochi chyornye e Kale Iaca

Ochi chyornye (ou “olhos negros”) é considerada como uma das músicas ucranianas mais famosas  até hoje. Mas ela também é apontada como russa por alguns, além de ser muito difundida pela cultura cigana.

danca Cigana com pandeiro (15)A primeira publicação foi feita em 1843 pelo poeta ucraniano Yevhen Hrebinka. Já a melodia, dizem que foi baseada na Valse Hommag, do alemão Florian Hermann, sem, no entanto, haver qualquer registro da música original. A versão mais conhecida foi publicada na Rússia, em 1910, por Adalgiso Ferraris, músico anglo-italiano. Depois disso, diversas versões foram feitas em muitos idiomas com adaptações da letra (inclusive no russo), como em inglês, por Al Bowlly (Dark eyes – 1939) e até uma versão em romani feita pelo cigano brasileiro Allex Flores (Kale Iaka). Há também versões instrumentais, como a do cigano francês Django Reinhardt (Les yeux noir – 1940), pai do Jazz Manouche. Continuar lendo

Dica de música: Tu mai Le

Antes de criar a banda então chamada “Mio Vacite e o Encanto Cigano”, em 1990, o cigano Mio Vacite já era conhecido no meio. Em 1986 ele havia sido convidado com seu grupo musical para tocar no lançamento do livro “O Povo Cigano” de Cristina da Costa Pereira, no Rio de Janeiro. Após o lançamento do livro, Vacite também participou de outros eventos, como um encontro de descendentes ciganos no ano seguinte, e diversos shows e palestras para a divulgação do trabalho da pesquisadora. Continuar lendo

Ciganos e punhais – mitos e histórias

Ficha criminal de Fray Pablo de San Benito (1774). O escrivão desenhou a arma com a qual foi cometida o homicídio, um “cuchillo flamenco”.

Sempre existiram mitos e estereótipos sobre os ciganos. A figura romântica do cigano é de que, apesar de ser de um povo festeiro, é um sujeito armado com uma faca presa em uma faixa na cintura. Exaltado, se um cigano for afrontado, não pensa duas vezes e saca seu punhal ou navalha para resolver a questão. Provavelmente essa imagem deve-se aos toureiros ou porque muitos ciganos de Triana eram açougueiros. Mas também é possível que essa fama tenha se dado porque eles realmente carregavam armas consigo. Continuar lendo